quinta-feira, 23 de julho de 2009


Palavrinhas Ai que delícia aquelas letrinhas Tão pequeninas e apertadinhas Pra caber diretinho aqui dentro Eu vou ficar é escolhendo, Qual delas mais vou saborear Comer, degustar, absorver tudinho! E depois reescrevê-las aqui dentro do peito.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Frase do dia...


Não se esqueçam, o ódio moveu Hitler e o amor moveu Madre Teresa de Calcutá... escolha bem o que move sua vida.

quinta-feira, 16 de julho de 2009


UM APÓLOGO
Machado de Assis


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho
obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plicplic- plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nesse e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu- se. A costureira, que a ajudou a vestirse, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência murmurou à pobre agulha:
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico.
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Extraído do livro Várias histórias 1896, Volume 9, Contos

terça-feira, 14 de julho de 2009

segunda-feira, 13 de julho de 2009


Este é um caderninho de receitas que fiz na minha última aula de Patchwork, minha mais recente paixão...
Esse foi pra Walkiria, minha irmã que ama cozinhar assim como eu.

terça-feira, 7 de julho de 2009



Pão de Queijo Mineiro


Ingredientes


1 Kg de polvilho azedo Amafil
1 punhado de farinha de milho amarela esmigalhada
3 copos tipo americano de leite
1 copo de óleo
1 colher de sopa de sal
4 ovos
200grs. De queijo meia cura ralado


Preparo


Coloque o polvilho numa bacia grande e misture a farinha de milho, 1 e ½ copo de leite frio.


Esfarele com a mão até que desmanche as bolinhas. Ferva 1 e ½ copo de leite com o sal e o óleo. Escalde o polvilho, jogando essa mistura fervente devagar, espalhando o máximo possível. Calmamente vá misturando a massa com as mãos conforme for esfriando.


Sove bem a massa ainda na bacia até esfriar. Junte os ovos e o queijo ralado. Unte uma assadeira de alumínio com óleo, e faça os pãezinhos no tamanho desejado, e acomode na forma. Leve ao freezer por meia hora, e só então embale em saquinhos para armazenar congelados.


Para assar, coloque os pãezinhos numa assadeira untada com óleo, com uma distância de 1 cm entre eles. Leve ao forno a 350°C pré-aquecido. Retire do forno quando estiverem dourados.



Receitinha vinda diretamente de Minas pela minha prima Susy que já deixou de ser paulista de tanto tempo que mora lá.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Esse e o primeiro trabalho que quero mostrar... e uma toalha bordada em ponto reto com crivo, que ousei bordar em branco sobre o vermelho. Dei de presente pra minha avo, ela adorou!

Hoje começo esse blog, para compartilhar com as pessoas todas as formas de arte que existem na minha vida... as que eu faço: bordado, poesia, culinaria, patchwork... e as que eu adimiro: literatura, cinema, teatro...
Sejam bem vindos!